Riscos inerentes à realização de um concurso público (quem organiza?)

Riscos inerentes à realização de um concurso público (quem organiza?)

Quem organiza um concurso público deve ter em mente que movimentará pessoas de diferentes perfis e formação. O certame deve começar com um bom planejamento do órgão público, sendo necessário um levantamento dos propósitos do concurso e do que se espera da banca organizadora.

Isso se dá pela necessidade de minimizar os riscos inerentes à realização de um concurso público. Falhas de planejamento podem levar a atrasos na realização do concurso e muitos recursos após a prova, retardando o resultado final.

Vamos entender, então, como promover um concurso minimizando, ao máximo, os riscos? Basta continuar a leitura.

Os riscos inerentes à realização de um concurso público

Para que tudo corra bem e o órgão público consiga promover um concurso de forma rápida e eficaz, alguns riscos devem ser considerados e evitados por meio de um planejamento eficiente.

A prova deve ser muito bem elaborada, o edital deve conter informações suficientes e acertadas com todos os dados referentes ao processo esclarecidos, tais como: conteúdo programático, cronograma, cargos, salários, locais de trabalho, escolaridade requerida, etc. Tudo isso começa com a elaboração do termo de referência.

Um bom termo de referência

O termo de referência deve ser bem construído, evitando cópias de termos já existentes no mercado — pois cada órgão possui uma especificidade diferente. Esse termo será um referencial para que as empresas que participarem da licitação possam realizar o orçamento personalizado para o concurso em questão.

Um termo de referência com poucas informações dá abertura para a contratação de um serviço precário, onde o órgão não poderá fazer cobranças sobre o que está sendo entregue. Já um documento bem construído evita a contratação de empresas sem experiência, com baixa qualidade no atendimento e gastos desnecessários.

A análise da documentação do vencedor deve ser realizada com certo rigor, e a contratação deve seguir os itens estipulados no termo de referência. Algumas vezes, esse procedimento não é considerado e acaba por gerar recursos, atrasando todo o cronograma licitatório.

Um edital eficaz

É importante que haja uma reunião de alinhamento com a empresa contratada, verificando formas e procedimentos de trabalho para, assim, garantir que o que foi solicitado no termo de referência seja cumprido. Para isso, deve-se designar um gestor do contrato e realizar os acompanhamentos necessários — o que, na prática, não costuma acontecer.

Do resultado dessa reunião, deve-se criar o Edital do Concurso Público. Às vezes, essa responsabilidade fica somente a cargo do contratante ou da contratada e o resultado é um edital com carência de informações ou muitos erros. Isso causa uma série de retificações, o que dificulta o entendimento do candidato.

Uma empresa com pouca experiência quase sempre faz uma leitura (ou uma criação) rasa de um edital, não contemplando todos os itens norteadores da operacionalização do concurso.

Outro item importante — e que muitas vezes é colocado como um anexo do edital — é o cronograma do concurso público. Ele também é construído com base nos itens do edital e deve ter bem claro os períodos de ampla divulgação, prazos para recursos, prazos para análise e data da prova. Um cronograma mal construído gera atraso nas publicações e mais retificações.

Um conteúdo programático coerente

O conteúdo programático também é, quase sempre, um anexo do edital. Construído de forma ampla, ele possibilita o uso de qualquer bibliografia. Já se for muito restritivo, dificulta o acesso do candidato ao material. Portanto, deve construído de forma coerente, de fácil acesso e bem verificado, evitando assim, mais uma vez, retificação ou anulação de questão.

A banca organizadora também deve dispor de recurso de segurança para garantir que os elaboradores das questões sejam devidamente qualificados, sigam o conteúdo programático e que não haja vazamento de informações. É fundamental, portanto, que o Termo de Referência contemple tais exigências de segurança.

Seguindo esses procedimentos com rigor, é possível realizar um concurso público eficiente e eficaz, diminuindo muito as brechas para recursos e, assim agilizando o resultado final. Todo certame deve ser gerido por uma empresa idônea, garantindo a boa administração dos recursos públicos e a participação de todos.

Esperamos ter esclarecido suas dúvidas quanto aos riscos inerentes à realização de um concurso público. Para receber mais conteúdos como este, não deixe de assinar a nossa newsletter!

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Dinamar Makiyama

CEO do Grupo Makiyama, sendo responsável pela gestão administrativa do Grupo composto pelas empresas CKM Serviços, Enable People Service e Makiyama Informática.

Graduada em Matemática e Psicologia, pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas, MasterCoach de Executivos e Hipnoterapeuta.

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